domingo, 23 de agosto de 2020

Olhe para si



Tem momentos que nos encontramos tão exaustos pelos problemas que temos para resolver e mentalmente exaustos com a quantidade de informações que recebemos diariamente que não conseguimos pensar ou fazer algo que deveríamos. É como se toda a organização e planejamento não servisse para nada, porque se quer conseguimos seguir. Queremos apenas exercer o ócio na tentativa de encontrarmos respostas ou direções a seguir. Resumindo, tem dias que nos sentimos completamente perdidos.


Em dias como esses, é bom que façamos o exercício de nos ouvir. Observe seus comportamentos, seus desejos, sentimentos e pergunte o que estou sentindo? Por que estou sentindo? Por que estou agindo assim?  Me sinto bem com isso? 


Não ignore suas emoções e sentimentos. Acolha-os e tente entender o que eles estão tentando lhe dizer.


Busque o autoconhecimento. Às vezes a gente passa tanto tempo repetindo certos comportamentos que acreditamos ser por nós e na verdade não são. Em outros casos, passamos tanto tempo realizando atividades que se tornam tão cansativas e dolorosas por acharmos que é o que temos que fazer, o que queremos fazer e na maioria das vezes estamos bem longe dos nossos reais desejos, sonhos e objetivos.


Procure conectar-se com o que você realmente sente para entender o que você busca. Faça meditação, fique em silêncio, ponha a boa música, faça uma autoanálise para lembrar do que você gosta, busque fazer psicoterapia ou terapias alternativas.

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#olhar #buscainterior #equilíbrio #autoconhecimento #meditação #sonhos #objetivos #música #psicoterapia #terapia #comportamento #textos #escritos #escritapreta #palavras

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Como tenho percebido as relações interpessoais nos últimos tempos




Não é novidade pra ninguém o quanto as relações interpessoais têm estado rasas. Parece que aquele dito popular "não se faz mais nada como antigamente" nunca fez tanto sentido.

Neste texto vou falar de uma forma bem pessoal, porém, deixando claro que minha forma de perceber e entender as coisas não são absolutos.

Tenho observado bastante o comportamento das pessoas em relação às amizades, aos relacionamentos amorosos, a relação que elas têm consigo mesmas e com seus familiares, vizinhos, etc e percebo um certo egoísmo disfarçado de amor próprio e omissão.

Vejo que as pessoas têm muita dificuldade de expor suas dores e sofrimentos por que não confiam no outro ou não se sentem seguras o suficiente, temem a um possível julgamento do mesmo. É triste porque tudo isso, na maioria das vezes, baseia-se em suposições e expectativas que criamos. Nunca saberemos qual a opinião ou reação do outro enquanto não nos dispomos a solicitar, a ouvir. Com isso vemos famílias inteiras que não se conhecem verdadeiramente.

Em contrapartida, percebo que existem muitas pessoas que estão muito dispostas a falar sobre si, sobre seus problemas, mas não param para ouvir, para perceber o outro. Seria uma falta de atenção? Falta de tempo? Excesso de amor próprio ou egoísmo mesmo? Fico refletindo sobre isso. Fala-se tanto sobre empatia, mas pouco se pratica. Passamos por situações onde sentimos dificuldades, ficamos abatidos e por vezes não enxergamos soluções, porém, não somos os únicos. Às vezes, a pessoa que está ao seu lado está passando por uma situação que julga tão difícil quanto a sua, mas é necessário parar e observar para entender. E se necessário for, ofereça ajuda da forma que puder. O peso de nossas dores é medido de acordo com a nossa subjetividade.

Se você escolhe a quem fazer o bem você está apenas fazendo o que lhe é conveniente.

Existem pessoas que mesmo com a distância, o tempo curto e etc se fazem presente em sua vida da forma que podem. Já outras só aparecem quando precisam de algo. E ai, me fazem lembrar o seguinte texto: "Se precisa forçar é porque não é o seu tamanho. Isso serve para anéis, sapatos, amizades, profissões e relacionamentos." Faz-se necessário deixar para trás e seguir.

E sobre os relacionamentos amorosos... Verdade é que as pessoas estão aprendendo que não precisam estar com alguém para serem felizes ou completos. Outras estão tão, mas tão machucadas pelas experiências ruins que tiveram que optaram por desistir. Bom, eu penso que você não pode mesmo colocar nas mãos de outra pessoa sua felicidade, mas penso também que precisamos ter coragem de enfrentar nossos medos e nos abrir para outros começos. Então quando se dispuser a conhecer e se relacionar com alguém, opte pela clareza, honestidade e maturidade. Entenda o que você quer, diga à pessoa. Se ela estiver de acordo, ok. “O combinado não sai caro.” Se não, a vida continua.

Não distribua migalhas e espere receber banquetes. Prefira ser oceano ao invés de poça d’água.


#relaçõesinterpessoais
#amizade
#relacionamentos
#reciprocidade
#comunicaçãonãoviolenta

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Posicione-se!




Desde o assassinato de George Floyd, temos visto toda uma movimentação nas redes sociais em defesa das vidas negras, onde as pessoas estão postando imagens, usando hashtags, escrito textos, etc e tudo isso é muito legal e importante. Mas é necessário que essa atitude vá além das redes sociais e não estou falando sobre confrontos físicos, mas sobre mudança de comportamento. Aliás, se fôssemos expressar em palavras os confrontos que têm ocorrido nos EUA, seria exatamente assim: CHEGA! ESTAMOS CANSADOS! "NÃO CONSEGUIMOS MAIS RESPIRAR (adaptado)."


Cansados de sorrisos amarelos, de pedidos de desculpas, de "não era essa minha intenção", "eu não fiz por mal", "somos todos iguais", "tenho até amigos negros", "a moça que trabalha lá em casa…", de pessoas falando da NOSSA vivência, de pessoas querendo dizer onde é o nosso lugar e todas as outras justificativas para esconder e fazer perpetuar o preconceito e o racismo.


Se você quer realmente contribuir para que essa revolução, COMECE A SE POSICIONAR. Não aceite mais piadinhas, frases, apelidos e comportamentos preconceituosos. POSICIONE-SE CONTRA! Seja você negro ou branco. Pare de julgar nossas roupas, nossos cabelos, nossa forma de viver, nossas crenças… RESPEITE! Não eleja políticos que contribuam para o genocídio do povo preto! Sim, porque isso também tem a ver com direitos humanos e políticas públicas.


Enquanto você reconhecer que o tratamento é diferente e não fizer nada para mudar, você é conivente e alimenta o sistema.


Pessoas de pele branca, NUNCA, EM HIPÓTESE ALGUMA, vão saber o que é ser negro, mas o negro sabe o que é ter que parecer branco. E é doloroso, porque é altamente destrutivo física, psicológica e socialmente.


Eu não quero aqui relatar os milhares de casos em que um negro ou uma negra foram mortos, ofendidos ou difamados simplesmente porque a cor da sua pele chega primeiro em qualquer situação. Apesar de "sermos todos iguais", da raça humana. Não falarei, porque isso dói em mim, porque eu sei que a próxima pode ser eu.


O que eu quero falar é:


Se você é negro e quer ajudar a protestar, POSICIONE-SE. Pare de se anular, de tentar ignorar sua negritude e comece a busca do conhecimento de sua história. Aceite suas características, sua origem, pare de querer se adequar a um modo de vida que não é o seu. Busque referências de pessoas negras. Grupos de pessoas negras que discutam suas próprias questões. É importante ser consciente sobre as questões que envolvem as pessoas negras.


Se você é uma pessoa de pele branca, POSICIONE-SE. Não tenha e nem reproduza comportamentos preconceituosos e racistas. Não tente silenciar as pessoas negras enquanto elas tentam relatar suas vivências. Ouça-as. Não subestime uma pessoa negra e nem a pressione para que sejam as melhores por esforço e mérito, quando o ponto de partida nessa corrida não é o mesmo das pessoas brancas. Não tente ser seu salvador. Incentive o progresso intelectual, financeiro e social das pessoas negras. Assim você auxiliará de forma mais eficaz nessa luta.


Neste momento, estamos falando especificamente das pessoas negras, mas entendo essa necessidade de respeito e mudança de comportamento para todas as etnias que são consideradas inferiores e também às pessoas que são ou fazem escolhas diferentes das suas, seja no estilo de vida, na forma de se vestir, a orientação sexual, a escolha de ter ou não filhos, de casar ou não.


#VidasNegrasImportam

#Pretosnotopo

#Negros

#Antirracista

#BlackLifesMatters

#Wakandaforever

#Antifacista

#DiadaConsciênciaNegra

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Quando vamos parar de tentar embranquecer? Sobre as mortes dos meninos Joãos.

Eu não precisaria acrescentar nenhuma palavra sobre esse evento que exprime a realidade da vida dos negros no Brasil, porque eu vi muitas situações como essa bem de perto. Dói muito todas as vezes que vejo uma notícia triste, desesperadora, e todos os adjetivos ruins inerentes a ela, porque são meus semelhantes. Eu não consigo ver tudo isso e não sentir um pesar.
Ainda não superei a morte de Marielle Franco, todas as vezes que lembro sinto uma dor no peito que levei muito tempo para entender o porquê sentia aquilo. Até que um dia, uma mulher negra, psicologa, relatou a vivência de uma paciente que morava em uma das comunidades do Rio e sentia forte medo de sair de casa, porque ela via quase que diariamente corpos negros estirados no chão como resultado de tamanha violência em nosso país, especificamente contra os negros. E sabemos o porquê, sabemos desde quando, mas continuam querendo calar nossas vozes e invalidar nossa existência. Aquela mulher se enxergava naqueles corpos e tinha medo de que um dia a pessoa deitada ali fosse ela. Muitos vão dizer "ah! Besteira. Isso nunca vai acontecer a ela." Mas a realidade, as histórias que são mostradas (por que muitas não são) dia após dia, legitima o medo dela. E só ai eu entendi meu sentimento em relação ao assassinato de Marielle. É "o sentimento... de aversão à privação da liberdade praticada contra a população negra no Brasil".

Por várias vezes, me peguei pensando e temerosa pelos meus primos que estão na mesma faixa etária do João, serem vitimas como ele ao andarem pelas ruas, entrarem nas lojas, e outras vivências, que só uma pessoa de pele preta sabe como é, quando eles simplesmente só estão tentando ser adolescentes. Porém, o jovem negro no Brasil, infelizmente, não tem o mesmo direito do "Branco", porque sua cor chega antes de qualquer coisa.
Coincidentemente, nos últimos dias eu estava lendo o livro Pele negra, Máscaras Brancas de Frantz Fanon, e fico me perguntando (muito indignada) quando a população brasileira vai evoluir de verdade? Parar de jogar para debaixo do tapete seus preconceitos, sua hipocrisia, seu egoísmo, etc e encarar suas mazelas (que foram bem evidenciadas nos últimos três anos). Quando vamos parar de acreditar que a cor da pele faz um ser humano melhor que outro? Quando vamos parar de tentar embranquecer? Quando vamos nos descolonizar?
#MarielleFranco
#JoãoPedro
#PelenegraMáscarasBrancas
#FrantzFanon
#Violência
#Brasil
#PoliticasPúblicas
#Populaçãonegra

#vidasnegrasimportam

#BlackLifesMatters

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Como você está passando o isolamento social?

Em tempos de pandemia, observando a forma como amigos e familiares têm passado por esse momento tão atípico para nós e como estudante de Psicologia, percebi a importância de tentar relatar e sugerir algumas formas de lidar com tudo isso.
Tenho percebido de forma variada pessoas passando o momento de forma muito tranquila e outras nem tanto. Peço aqui desculpas por usar os relatos de alguns, porém, a única intenção é ajudar a outras pessoas que estejam na mesma situação.
Algumas pessoas estão preocupadas e com medo de terem seus familiares e amigos contaminados pela COVID-19, assim como temerosos pelos que já foram contaminados e não têm reagido bem. Outras não estão conseguindo encontrar uma atividade que o acalme, que as apreendam. E muitos de nós que já cansamos das lives, das vídeos chamadas, das redes sociais, dos telejornais e ficamos entediados e irritados por termos nossas liberdades restringidas.
Primeiro tente acalmar a mente, não reprima suas emoções e sentimentos, mas, sobretudo tente identifica-las e entender o que e o porquê está sentindo.
Acredito que nesse momento ter a fé é de grande importância. Independente de sua crença ou religião ou se você não tem nenhuma, acredite que logo tudo isso vai passar e que voltaremos as nossas atividades.
Tente ligar para seus amigos e familiares para falar e ouvir como tem sido suas rotinas, pois é uma forma de distrair e aliviar o estresse de vocês.
Ouça músicas que você goste e que te acalmem.
Tente meditar, fazer yoga ou simplesmente coloque uma música, sente-se em algum lugar confortável e aproveite a sua própria companhia. Pense não no que vai acontecer de ruim após a pandemia, mas tente lembrar-se das coisas boas que você alcançou até aqui e poderá alcançar quando tudo isso passar.
Aproveite para ler os livros que você não conseguia, se você está com a família, amigos, parceira (o) que tal lerem juntos?
Se você tiver quintal, ande por ele, tome um banho de sol.
Para crianças têm canais no You Tube de contadores de histórias. Pintar, desenhar.
Se você sabe e gosta tente plantar, costurar, fazer crochê nada mais tranquilizador e que nos ajuda a entender que tudo tem um processo e que leva um tempo para finalizar e que nem sempre o resultado será satisfatório. Aprendemos também que algumas coisas fazem parte da vida e não podemos mudar e outras que podemos fazer de outra forma e obter melhores resultados.
Faça exercícios físicos, alongamentos, exercícios respiratórios.
Tente manter uma mínima rotina possível nas suas atividades.
E se ainda assim não conseguir realizar nenhuma atividade que o acalme, está sentindo grande ansiedade, tristeza que afeta sua vida cotidiana entre em contato com uma psicóloga ou um psicólogo, muitos têm atendido online e em projetos gratuitos para atender a população nesse momento tão difícil.
E a você que está na linha de frente nessa pandemia, que precisa sair para trabalhar nos serviços considerados essenciais ou que infelizmente não pôde parar ou ser dispensado, ao sair siga as orientações dos órgãos responsáveis: lave bem as mãos, use máscaras, álcool em gel e mantenha a distância recomendada.
#COVID19
#PSICOLOGIA
#FICAEMCASA
#PANDEMIA
#ISOLAMENTOSOCIAL

quinta-feira, 23 de abril de 2020

E se soubéssemos que iríamos passar por tudo isso?

O ano de 2019 terminou e a maioria de nós deu graças a Deus! Na virada do ano fizemos nossas tradicionais listas de planos e desejos para o ano novo.

Janeiro chegou e lembro-me de ter visto inúmeras reclamações do quanto ele estava demorando a passar, o que me levou a fazer um texto no Facebook dizendo: Não reclamem! Sejam gratos, busquem mudar o que têm incomodado...

O carnaval passou e repetimos a velha piada "agora o ano começou". Reorganizamos nossos planos, tomamos decisões, iniciamos coisas e recebemos a notícia da COVID-19, mas até aí ok né?! Não era com a gente, estava longe. Só que ela chegou e não estávamos preparados.

E ai, fomos surpreendidos com a quebra brusca de nossas rotinas (muitas vezes vazias), interrompemos os planos, algumas comemorações, tardamos encontros, diminuímos ainda mais os abraços, etc. Fomos impelidos a reavaliar nossas prioridades, nossos planos, a forma como utilizamos o tempo, a atenção que dávamos aos que amamos, o nosso uso da tecnologia e mil outras coisas.

Empresas foram obrigadas a se anteciparem nas mudanças tecnológicas, adaptarem-se às novas formas de trabalhos, de fazer reuniões e processos seletivos.

Adultos avessos ao celular e a outras tecnologias precisaram aprender a usá-los...

Ou seja, tivemos que reavaliar nossos valores, desacelerar, ter paciência, mudar, olhar para nós mesmos, aprender a lidar com nossa própria companhia e reconhecer a nossa fragilidade. Tudo o que a maioria dos seres humanos têm medo.

Lição de tudo isso? Não deixe de fazer nada em função do medo.

#COVID-19
#Planos
#Gestãodotempo
#Tecnologia
#Vida
#Ficaemcasa

sábado, 21 de março de 2020

Seja consciente, fique em casa. Logo tudo isso vai passar.

Nos últimos três anos, tenho sido bem diretiva quanto a minha opinião sobre as escolhas políticas feitas por nossa população. Não meço esforços para tentar explicar e mostrar o quanto a escolha presidencial e governamental foram erradas e acarreta inúmeras perdas a população brasileira principalmente do ponto de vista social. Essa tentativa tem sido extremamente cansativa ao ponto de não somente eu, mas outras pessoas que compartilham da mesma opinião, não conseguirmos mais falar sobre o assunto, evitar o acesso às redes sociais, que se tornaram altamente tóxicas pelos conteúdos de ódio e ideológicos que circulam distorcidamente nas mesmas. Vimos amizades e famílias divididas e pessoas tendo que escolher entre o amor por seu ente querido, cônjuge, etc e sua opinião política. E nesses últimos dias, mesmo com todo evidente descaso que a pandemia do COVID19, ainda assim muitos têm dificuldade de entender a real situação do país.
Porém, hoje eu não quero falar mais sobre isso. Já que só nos gera desgaste psicológico e emocional expondo-nos ainda mais ao vírus. Quero falar aqui do que muitos sejam as equipes de saúde, governadores, prefeitos, especialistas e telejornais, têm deixado explicito: “É hora de nos unirmos.” Temos sido chamados a uma responsabilidade que não é tão difícil e complicada assim, a de ficar em casa para preservar a nossa saúde e a dos nossos familiares e amigos. Então acredito que mais do que nunca esse é o momento de mostrar o quanto somos patriotas e fazermos o que podemos para salvar nosso bem maior, nosso povo. Isso não significa que estamos mudando nossa opinião política, que desistiremos de lutar por nossos direitos, somos uma nação que conquistou seu progresso indo às ruas, não abaixando a cabeça e continuaremos resistindo. Mas esse é o momento de lutarmos juntos.
Que esse momento de isolamento nos permita também repensar nossos hábitos, nossos laços afetivos, nossa consciência social, nossos valores e que nos tornemos uma nação mais forte. Capaz de avaliar nossas necessidades e escolher conscientemente nossos governantes.
Seja consciente, fique em casa. Logo tudo isso vai passar.
#COVID19
#Ficaemcasa
#Ficaemcasapornós
#Conscienciacoletiva
#Quarentena
#Pandemia

segunda-feira, 16 de março de 2020

Envelhecer e Amadurecer

Tenho refletido sobre esses assuntos nos últimos dias e confesso que não é muito fácil.

Março é o mês do meu aniversário e percebi que, nos últimos dois anos, quando a data se aproxima, muitos pensamentos vagueiam minha mente. Planos, sonhos, metas alcançados ou não. Rodeia também uma espécie de mensuração do quanto evoluí ou não em todas as áreas da vida.

Bom, dependendo do seu padrão de cobrança e do que você acredita que é evolução, essa reflexão pode ser perturbadora. Mas mostra também o quanto estamos sempre nos comparando aos outros e estabelecendo metas a partir do progresso deles. Outra coisa que vem a mente é que para algumas pessoas você é apenas o favor que as oferece. Mas uma coisa muito boa é que se você consegue perceber isso e mudar suas atitudes conseguirá distinguir quem é sorriso nos dias felizes e abrigo nos dias de chuva.

Bom sobre envelhecer no aspecto físico é bem interessante perceber as limitações que o corpo vai apresentando, como as mudanças na forma de se locomover, falar, pensar. Como o rosto muda, como as rugas e os cabelos grisalhos aparecem, como as dores se apresentam. É interessante também ver como suas prioridades mudam, como se quer aproveitar a vida, perdoar.

E sobre amadurecer? Ah é bem mais difícil porque amadurecer é conseguir olhar essas questões e saber quais emoções elas evocam em você, saber diferenciar e gerencia-las.

É entender que as pessoas são diferentes, e por consequência suas prioridades e ações também serão e nem sempre irão agradar a você e nem precisa.

É olhar para os seus planos e ver se eles ainda refletem os seus reais desejos ou se você ainda é a pessoa que os fez. É também aprender a se impor mais, colocar limites onde e para quem precisa. É aprender a dizer não. Mesmo que seja para você.

É entender que cada um tem seu tempo e funciona de acordo com ele. É como o processo de desenvolvimento infantil, existe um período estimado para que cada etapa ocorra, porém, em algumas crianças ele não ocorre dentro desse período. E isso não quer dizer que ela não é "normal", apenas que organismo dela pode estar funcionando de forma diferente. Assim são os adultos, uns compreendem as coisas mais rapidamente e sozinhos conseguem se organizar e seguir, outros não.

É ter clareza sobre quem você é e o que você quer, para aproveitar sua vida sem reclamar, sem se obrigar a agradar aos outros para manter as aparências. É saber se priorizar sem egoísmo e presunção. É ter coragem de fazer o que você realmente quer.

Amadurecer me parece aquele momento em que conseguimos completar um quebra cabeça. É fácil? Não. É rápido? Menos ainda. Mas o resultado final pode lhe trazer paz.

Por vezes, nós é muito difícil tomar certas decisões porque não queremos fugir dos nossos valores, queremos manter as conveniências, agradar aos outros, atender as expectativas dos outros ou as que achamos que as pessoas têm e tudo isso pode nos levar a um grande sofrimento psíquico e desordem emocional onde na maioria das vezes não conseguimos enxergar a motivação e menos ainda uma solução.

E abro aqui um espaço para reafirmar, procure um profissional capacitado a lhe ajudar, neste caso um psicólogo ou psicóloga. A partir daí ele te ajudará a entender qual o problema e sendo necessário o encaminhará a um psiquiatra. A opção de usar uma medicação ou não é sempre para quando um indivíduo que foi devidamente avaliado por profissionais competentes, está sob um sofrimento que lhe causa prejuízo a vida cotidiana. Porém, é importantíssimo ressaltar que medicamentos não irão resolver seus problemas, apenas os sintomas por isso a necessidade de psicoterapia.

Retornando ao texto, é preciso estar em consonância com seus desejos e valores para que tome atitudes atendam a eles e sinta-se bem. Isso é também é um autocuidado.

Para reflexão um trecho da música AmarElo do Emicida, trabalho lindo por sinal, onde ele faz uma justa e perfeita homenagem ao Belchior.

"Tenho sangrado demais, chorado pra cachorro. Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro."

#Envelhecer
#Amadurecer
#Psicoterapia
#Autoconhecimento
#Autocuidado
#Saudemental
#Emicida
#Belchior

domingo, 1 de dezembro de 2019

Luto

Engana-se quem pensa que o luto acontece apenas após a morte de pessoas próximas e queridas e que ele dura um tempo determinado socialmente. Vivemos a experiência do luto a cada perda significativa para nós como a perda de um animal, de um bem, de uma viagem, de uma pessoa, de um emprego e até mesmo com o fim de um relacionamento ou com a experiência de uma doença terminal. E esse processo pode durar muito tempo ou o tempo necessário para cada um. O luto pode ser compreendido também como algo que chega de forma abrupta nos fazendo perder o sentido, exigindo de nós uma transformação que não esperávamos, não estávamos preparados e nos apresenta a novas necessidades. Usando bem a minha experiência, é o momento de se desapegar de algo que já não existe.
A sociedade ocidental contemporânea não nos permite vivenciar ou expressar o sentimento que experimentamos em um momento como esse. Não podemos ficar tristes, frustrados, chateados porque estamos passando por um momento de perda. Ela nos obriga a calar, silenciar nossas emoções, porém, é imprescindível que os enlutados vivam esse momento para que possam ressignificar a dor de sua perda para que consiga recuperar-se e seguir a vida. Seja com ajuda de um profissional, ou de outras formas que o possibilitem isso.
Segundo Elisabeth Kubler-Ross, existem 5 fases na experiência do luto que nos auxiliam a preencher o vazio provocado por essa perda significativa.
A primeira seria a negação, onde o indivíduo tende a negar o problema e usa estratégias para não enfrentar a realidade. Não quer falar sobre o assunto, evita qualquer coisa que lembre o mesmo.
A segunda é a raiva, nesta fase a pessoa enlutada entra em uma revolta com o mundo, acha que foi injustiçada e não se conforma por estar passando por isso.
Na terceira fase a barganha é onde o indivíduo começa a negociar. Iniciando consigo mesmo tenta entender que se sair desta situação será uma pessoa melhor. Começa a fazer promessas que irá fazer coisas para livrar-se do que está vivendo.
A quarta fase é a depressão, nesta o indivíduo inicia um isolamento interno, vivenciando uma melancolia por sentir-se impotente diante da situação.
E a quinta e última fase é a aceitação, nesta depois de passado o desespero pela perda sofrida, o indivíduo consegue enxergar a realidade, sente-se pronto para enfrentar a situação em sua totalidade e finalmente finaliza seu sofrimento. Está pronto para partir.
Esse não é um processo fácil e padrão. Ele pode não ocorrer nesta ordem e algumas pessoas podem não vivenciar todas essas fases. Em parte por não conseguirem passar de determinada fase, em parte por precisarem chegar a alguma dessas passando direto para a aceitação. É sempre importante lembrar que cada um tem uma forma de lidar com cada situação. Então, respeite o seu tempo e o dos outros. E sempre que possível procure a ajuda de um profissional.
#psicologia
#luto
#superação
#saúdemental

domingo, 25 de agosto de 2019

Políticas públicas

Todos os dias quando vejo uma notícia que implica políticas públicas eu fico pensando: essa pessoa acredita mesmo que está fazendo o bem a alguém? Ela não percebe que na verdade só está defendendo interesses ponto de vista e valores individuais? Defender políticas públicas implica entender o que elas são e para que servem, ter consciência das diferenças sociais, ter o mínimo empatia e tirar-se do centro.

Óbvio que todos nós ficamos com raiva quando vemos certos cidadãos sendo beneficiados por essas políticas quando os julgamos inaptos a isso. As vezes os fatos estão escancarados, as vezes são presunções, mas fato é que sim temos o direito de questionar esses casos. 

Sabemos que nosso país afundou em corrupção e desleixo, mas existem anos de luta, de conquistas recentes sendo jogados no lixo por um ódio que tem sido direcionado erradamente.

Acho que já passou da hora de olhar para o Brasil como ele realmente é e deixar de lado idealizações egoístas e retrógradas. 

#Brasil
#Democracia
#PolíticasPúblicas
#Governo

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Sobre regulação emocional, autoconhecimento e amadurecimento.

Eu aprendi que mais importante do que pedir desculpas é ter consciência e responsabilidade sobre minhas atitudes porque pode ser que não haja tempo para me desculpar ou consertar algo que fiz.

Sendo estudante de Psicologia nos primeiros períodos já temos a capacidade de entender que em nossa sociedade, principalmente aqueles que tiveram criações mais severas "à moda antiga", em sua maioria fomos ensinados a reprimir, esconder ou não manifestar todas as nossas emoções e sentimentos, com isso nos é permitido apenas expressar emoções e sentimentos considerados bons. Não podemos sentir raiva, ser agressivos porque é feio, desagradável quando na verdade são sentimentos e emoções "naturais" dos seres humanos. O que deveriam nos ensinar é o porquê sentimos isso? Como lidamos com isso?

Nossas emoções básicas são extremamente necessárias para nossa sobrevivência e ao reprimi-las podemos causar disfunções em nosso organismo pois emitimos informações diferentes das que ele está programado para seguir, gerando assim algumas psicopatologias. 

Muita gente interpreta mal a função do(a) psicólogo(a), acham que são pessoas que irão dar respostas do que você deve fazer, que vão entrar na sua mente, e coisas do tipo quando na verdade esse profissional vai apenas lhe ajudar a conhecer melhor a si, não o que você mostra ao mundo, mas quem é você naturalmente e como conseguir ser essa pessoa na sociedade em que vive. E a intenção é que nesse processo você seja capaz de reconhecer suas emoções, entender quais sentimentos elas geram e como lidar com isso. Ganhando autonomia para tomar decisões mais acertadas que lhe permitam  ser mais feliz, que tenha maior maturidade e encare melhor a vida sem depender emocionalmente dos outros sem causar sofrimento psíquico a si mesmo. 

É óbvio que há um limite entre não depender do outro e ser egoísta e só pensar em si. Acredito que você pode atender seus desejos e necessidades, se amar e se respeitar, valorizar-se sem precisar lesar o próximo. Sentir-se completo  permite que você possa ajudar o outro de maneira mais eficiente. 

#autoconhecimento
#autocuidado
#maturidade
#psicoterapia
#psicologia

domingo, 23 de junho de 2019

"O essencial é invisível aos olhos"


Sempre gostei muito desta frase porque parecia óbvia, mas ainda assim quando a lia sentia que tinha algo de mais profundo que eu não estava enxergando.

Agora, talvez eu tenha compreendido o real sentido dela. Quando falamos de pessoas, de seres humanos não podemos julgar apenas o que vemos ou um comportamento expresso em dado momento. É preciso entender qual a motivação deste comportamento. O que levou este indivíduo a agir assim?

Uma pessoa não é apenas o que enxergamos. Ela é como uma espécie de baú e dentro contém experiências, frustrações, sentimentos, sensações, traumas e um aglomerado de coisas que a trouxe até ali, a expressão daquele  comportamento.

Por isso precisamos olhar o outro com mais empatia e não apenas simpatia, precisamos observar com calma, olhar nos olhos, ouvir e se preciso estender a mão.

Talvez iremos nos frustrar também porque a pessoa pode simplesmente não entender que precisa disso e não aceitar a ajuda, o abraço, o tempo dedicado. Mas faça, sem esperar nada em troca, na medida certa. Talvez ao fazer isso você ajude ela a se curar e cura-se também.

sábado, 15 de junho de 2019

Mudanças, o que fazer com elas?


Em qualquer fase da vida parece ser difícil para alguns compreender e aceitar as mudanças. Parece que as gerações mais recentes não estão preparadas para que “as coisas dêem errado”, que fomos programados para que todo planejamento seja bem sucedido, seja com a ajuda de Deus ou através do nosso próprio esforço. E quando isso não acontece, alguns de nós tendemos a um desequilíbrio emocional que somatiza-se e reflete-se em nosso corpo físico.

Pois bem, acho que já entendemos a necessidade de buscar um caminho diferente. Os números de casos de depressão, crises de ansiedade, suicídios, patologias e outras psicopatologias tem deixado isso bem claro. Mas, é fácil mudar esses comportamentos e os pensamentos que nos levam a agir assim? Não. Porém, o primeiro passo sempre será entender e  aceitar a necessidade de mudar. E isso ninguém pode fazer por nós. Não adianta ficarmos presos a textos, livros, frases e imagens de autoajuda, por que em pouco tempo tudo isso será esquecido e voltaremos aos mesmos comportamentos. E deixar para Deus fazer sozinho, também não é uma boa escolha. Claro que não estou aqui questionando o poder Dele. Mas Ele só fará o que você não pode fazer.

Então, precisamos levantar e nos mover em direção às mudanças, aos novos objetivos para que possamos alcançar maior maturidade para enfrentar as situações às quais somos expostos diariamente de forma mais racional e equilibrada. Precisamos entender que não temos o controle de tudo e que às vezes, o imprevisto não pode ser previsto, desacelerar, avaliar as mudanças, aceitá-las e adequar-se a elas.

É claro que falo aqui das mudanças inevitáveis e aquelas que nos ajudam a melhorar. Que percebemos serem imprescindíveis. Porque as mudanças que queremos são mais fáceis de aceitar e as impostas por outros nós não somos obrigados a aceitar, se entendemos que não serão boas para nós.

#mudar
#mudanças
#equilíbrio
#emocional
#maturidade

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Cada um com seus valores


Hoje estava pensando no que torna algo importante para uma(s) pessoa(s) e para outra(s) não. O que é prioridade para cada pessoa. E percebi que são os valores e as crenças de cada um.

Outro dia, em um sábado a noite, eu estava debruçada sobre o notebook lendo um texto sobre Psicologia do desenvolvimento e em determinado momento percebi o quanto estava feliz com aquilo, enquanto outras pessoas naquela mesma hora estavam em shows e baladas talvez com a mesma felicidade. Como é bom você fazer o que gosta, o que te motiva ao invés de fazer coisas apenas para agradar as pessoas.

Sempre falo e tento lembrar diariamente que somos diferentes, o que funciona para um não vai funcionar para outro. Como uma pessoa vivencia uma experiência será diferente de como outra vivenciará. Tudo depende da subjetividade de cada um, do ambiente onde se desenvolveu e dos grupos aos quais pertencem.

Acho que quanto mais rápido entendermos e aceitarmos isso conseguiremos aceitar, compreender e respeitar a diversidade, o outro. E aí entenderemos o porquê algumas pessoas atribuem o mesmo valor a um iPhone, a uma roupa de marca quanto outras a um café da tarde com amigos ou passar algumas horas bebendo com eles. Vale também para compreender o porquê algumas pessoas conseguem se adaptar ou suportar uma função, um lugar ou uma situação com maior facilidade que outras. Sempre haverá um estímulo funcionando de forma positiva para alguns e de forma negativa para outros. Só repetimos uma ação ou comportamento se percebemos recompensa ali.

Mas o que são essas crenças e esses valores?

"As crenças que são as ideias e percepções de uma pessoa, consideradas por ela absolutas e verdadeiras. As crenças são formadas a partir da visão que a pessoa tem de si e do mundo. É através de nossas crenças que olhamos para todas as situações de nossa vida."

"Prezar alguma coisa significa atribuir-lhe importância; qualquer coisa que você muito preza pode ser considerada um "valor". Estou me referindo especificamente aos valores da vida, às coisas que são mais importantes para você."

Então é bom entendermos que nem sempre as pessoas vão olhar na mesma direção ou ter o mesmo objetivo que nós. Umas vão achar seus problemas mera bobagem e algumas nunca vão entender o prazer que você sente em ouvir uma música, ler um livro ou dar atenção a uma criança. Mas se isso te faz feliz, se isso é quem você é, faça. Não há nada melhor do que estar em paz consigo mesmo.

Mas e se eu ficar só? Não tenha medo da solidão, da solitude. Não há nada de ruim ou errado em passar um tempo sozinho. Em algumas sociedades como a nossa, não fomos ensinados a viver assim. Sempre fomos impelidos a estar na companhia de alguém ou algo. Passamos grande parte da vida sob a tutela de alguém ou com a responsabilidade de cuidar de alguém. Talvez por isso alguns de nós tenham tanto medo da despedida, de sentir saudade, da morte.
Estar sozinho te dá a possibilidade de se conhecer, de se ouvir, de saber quem você realmente é. E se isso te assusta e incomoda, possivelmente você não gosta do que tem percebido sobre você. Está na hora de se conhecer ou reconhecer e mudar.

Precisamos abrir mão de algumas crenças para poder olhar as coisas de forma diferente. Olhar além do "sim" e do "não", do "certo" e do "errado" e observar as possibilidades.

#Crenças #Valores #Solidão #Solitude #Psicologia

terça-feira, 12 de março de 2019

Nem todo amor precisa chegar ao altar.

Há muito tempo temos aprendido que o amor é aquele sentimento forte que temos por alguém, que nos possibilita fazer qualquer coisa por essa pessoa. Mas, será que é isso mesmo? Será que não está na hora de aceitarmos a lógica das coisas e entender que amor é algo bem diferente disso?

Existem vários tipos de amor nós sabemos. Mas o tipo que mais nos intriga, perturba e nos consome é o amor romântico.

Passamos uma vida esperando que esse amor se manifeste de uma forma mágica e em um relacionamento formal e criamos regras absurdas para comprovar que esse amor existe e que ele é único. Mas nada disso é verdade. Acabamos confundindo #paixão, #apego, interesses, costume com #amor. Levamos ao pé da letra a passagem #bíblica que o define e acreditamos que ele é eterno.

Mas o amor é construído através da troca de afetos, da convivência. Por isso a forma como nos relacionamos exerce grande influência sobre o amor. É preciso saber o que queremos #construir. Por que se aprendemos a amar, e o amor é construído, podemos deixar de amar também.

Passamos por muitos relacionamentos nesta vida, pessoas com mais ou menos afinidades. Em alguns nós forçamos tanto para nos enquadrar em uma espécie de forma que não nos cabe.

É muito importante saber que em qualquer relação a responsabilidade de fazer dar certo é 50% de cada parte envolvida. É necessário estar disposto para que possa tentar fazer dar certo. Não existem fórmulas ou padrões. O que vivemos em um não necessariamente se repetirá no outro.

Muitos são os problemas que podem surgir. O ciúme pode infelizmente determinar o fim de uma relação. Assim como a falta de diálogo, o egoísmo e a falta de empatia.

Mas existe uma coisa legal que vem acontecendo com a evolução da sociedade que é entender que "ex" não é sinônimo de inimigo. Que as pessoas podem manter bons relacionamentos após o fim de um relacionamento amoroso. Claro, nem todo mundo entende e está apto a isso. Mas é de grande importância principalmente quando existem crianças envolvidas. Acho que um pouco de #compaixão não faz mal a ninguém. Terminar os ciclos e deixar tudo claro entre você e o outro é fundamental para seguir em frente.

E se a vida em algum momento fizer com que os caminhos se cruzem novamente, não há nada de vergonhoso em tentar. Se existir possibilidade.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Interior

Quero falar aqui de um #interior que não pertence a nenhuma #cidade, estado ou #país, mas do interior do ser #humano.
Já parou para pensar em quantas coisas acontecem lá dentro?
Quantas #emoções, pensamentos, frustrações... Às vezes sinto como se dentro em mim existisse um vulcão em erupção e nem mesmo consigo entender o que quero ou o que está acontecendo. Às vezes por situações reais as quais estou vivendo e às vezes (acho que na maior parte) por situações que criei e só existem na minha mente por conta da ansiedade. Acredito que muitas pessoas passem por isso.
É tão fácil aconselhar ou acolher alguém que esteja passando por isso, mas quando se trata de você mesmo é complicadíssimo. Primeiro por que reconhecer sua fragilidade é no mínimo constrangedor. E quando você carrega o estereótipo (acho que posso usar essa palavra) da pessoa que está sempre de bem com a vida, parecendo nunca ter problemas simplesmente por que sorri. Isso tona-se mais difícil ainda. Você prefere internalizar tudo para não preocupar as pessoas as quais você precisa estar forte para auxiliar. Vai guardando tudo para não preocupar a ninguém e não mostrar sua fragilidade. Só que em algum momento tudo isso precisa sair como a água que encontra caminho, coo no exemplo triste, mas adequado dos rejeitos das barragens de #Brumadinho. Por que se não, acaba refletindo fisicamente.
Às vezes você encontra alguém para conversar seja um profissional, um amigo(a), um namorado(a) ou escreve por que nem todo mundo é capaz de compreender ou perceber sua necessidade.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

“Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade” (Raul Seixas)

    Bom mesmo é ter ao seu lado pessoas que acreditem em você. Que te incentivem, que te admirem, que te ouçam e ajudem quando você precisa e não apenas queiram receber isso de você.

    Vivemos em um século onde a maioria das pessoas só se preocupam consigo mesmas, tornam-se incapazes de sentir empatia pelos outros. Porém, é também um século onde nos encontramos diretamente com a liberdade. Então, sinta-se livre para retirarem de suas vidas, sem culpa, as pessoas que não exerçam os papéis que citei no início do texto. Isso não é ser egoísta. É ser maduro(a) o suficiente para saber fazer escolhas e evitar certos sofrimentos.

Bom mesmo, é saber que quem está ao seu lado ou em sua vida, está por que quer.


segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Sobre outubro rosa e Câncer de mama


Esse é o mês considerado o mês de prevenção ao câncer de mama e eu gostaria de compartilhar a história da minha mãe.

Há 6 anos (2012) ela foi diagnosticada com #câncerdemama ainda no início da doença e por mais que tenha demorado o procedimento para diagnóstico pelo #SUS graças a Deus o médico foi super atento e isso foi fundamental para o procedimento. Em meados de 2013 ela conseguiu fazer a biópsia e o mastologista a encaminhou a um hospital filantrópico que é especializado no assunto. Lá ela começou o tratamento. Foram 10 sessões de #quimioterapia(2013-2014), uma #mastectomia(Out - 14), meses de #Fisioterapia, no mínimo 20 sessões de #radioterapia(Fev 2015) e hoje ela faz apenas a hormonioterapia(desde 2014).

Agradecemos a Deus por te-la curado, aos amigos o apoio, as doações de sangue. Foram dias difíceis tive que ter forças quando não conseguia, esquecer meu pavor e aprender a fazer curativos entre outras coisas.

Eu acompanhei minha mãe em todo tratamento, consultas etc. Tive a oportunidade de conhecer muitas pessoas que passavam pelo mesmo processo e o interessante aqui é registrar que cada pessoa e organismo reagem de formas diferentes. Minha mãe graças a Deus esteve sempre forte e confiante e talvez isso tenha contribuído de forma positiva. Ela mesmo durante as sessões de #quimioterapia(da mais forte) continuou trabalhando, e não era um trabalho perto de casa e fácil não. Esse mês nós podemos comemorar não só o nascimento dela (31), como o renascimento (21). #Previna-se, busque ajuda, não tenha medo. Tenha fé.
#Feioéopreconceito

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Recomeçar




Há 9 anos eu dava meus primeiros passos neste caminho cheia de sonhos, esperanças e expectativas. Foram 5 anos de extrema dedicação, de conhecimento do que é chegar ao seu limite, de entender que não importa o quanto você já se esforçou, você ainda pode muito mais. 5 anos de vivências inesquecíveis, de amizades eternas e de festas memoráveis(tudo isso é ser ruralino). Bom, há 4 anos me formei em Administração, curso que eu amo, que sabia que tinha aptidão e habilidades natas para o mesmo. Porém, no meio do caminho outros sonhos foram surgindo e eu descobri que eu queria trabalhar com gestão de pessoas. Depois de muitas tentativas e cursos extras infelizmente não foi possível, não por eu não ter me esforçado ou por falta de incentivo ou de apoio, mas simplesmente por oportunidades. Muitas coisas mudaram nestes cinco anos e o mercado de trabalho continua cruel.
Mas ai, continuei com meus planos e minha busca e Deus em sua infinita misericórdia e a vida resolveram me proporcionar uma segunda chance. Sim!! Fui aprovada para o 2° semestre do curso de Psicologia na #UFRRJ, e ai entendi por que os outros planos não deram certo. Por que tudo tem um tempo certo.
Hoje começo e recomeço um novo ciclo de minha vida com todas aquelas sensações de 9 anos atrás, mas com a certeza que farei tudo diferente.
Quando soube da aprovação pensei: Meu Deus! Mais 5 anos! Estou com 30! Tudo estará diferente. O que vão pensar? Como será? Mas ai lembrei que o sonho é meu. Que "sonho é sonho". Que a oportunidade é minha e que tenho que aproveita-la da melhor forma possível. E lembrei de duas frases que eu sempre carrego comigo:

" Tenha coragem de seguir o que seu coração e sua intuição dizem. Eles já sabem o que você realmente deseja. Todo resto é secundário." Steve Jobs

"Tudo o que é seu encontrará um jeito de chegar até você." Chico Xavier


Então, que venham os cinco anos.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

O que escondem as redes sociais?

Provavelmente, quando viu o título deste texto você imaginou que ele falaria de algum perigo inerente ao uso das redes. Talvez tenha pensado em fraudes etc, mas quero falar um pouco sobre os perigos emocionais e psicológicos que as redes sociais escondem.

Navegando pelas redes (e olha que nem participo de tantas assim), tenho percebido que as pessoas expõem cada vez mais suas vidas, seus corpos sua intimidade. É um hábito ao qual todos estamos sujeitos, pois quem nunca acordou e estava sentindo-se tão bem que precisava postar uma frase ou uma foto para que as pessoas saibam disso? Ou se achou tão belo (a) com uma roupa que quis postar uma foto para que todos vejam?

Mas existe algum problema nisso? Com certeza não. O problema surge quando você começa a postar fotos, frases ou vídeos bonitos para que as pessoas vejam quando na verdade fora do aparelho móvel, das redes sociais você está triste, seu interior está feio e talvez você tenha se enfeitado tanto para a foto que não consiga nem mesmo reconhecer a pessoa que é. O problema surge quando você faz tudo isso apenas para agradar aos outros.

Existe algo de muito terrível em tudo isso. Na maioria das vezes por trás de tanta exposição na verdade existe um grito de socorro, um pedido de atenção, de ajuda. Uma busca por preencher o vazio da alma.

Fico me perguntando o que leva homens e mulheres, jovens, bonitos a exporem seus corpos para milhares de pessoas que nunca viram na vida. Será que na busca por “likes” vale tudo? Até mesmo fingir ser quem não é apenas para agradar ao ego e depois voltar à companhia triste do vazio interior? Por que motivo preciso expor meu corpo, estar sensual para atrair olhares? Por que preciso me esforçar tanto para despertar interesse de alguém? Se as pessoas se interessam mais por uma foto que eu poste seminua, do que por uma paisagem que achei bonita, fica óbvio que o interesse delas nunca foi em mim. CLARO QUE CADA UM É LIVRE PARA FAZER O QUE QUISER DE SUA VIDA. Mas o ideal é que essas escolhas sejam conscientes.

Muitas dessas pessoas parecem ter um tipo de vida dupla. Uma em que a família e os amigos podem ver porque não choca tanto, não gera opiniões que não se quer ouvir e outra onde podem ser quem quiserem e parecerem pessoas poderosas, cheias de autoestima, que não dão importância aos problemas e ouvidos a ninguém. O pior de tudo isso são as pessoas que só enxergam a segunda opção. E essas, acham tudo tão sedutor e envolvente que compram a ideia e querem ser como eles PARECEM ser. E é ai que mora o perigo. Reproduz-se um comportamento que em muitos casos é nocivo, como se fosse algo normal.

O mundo caminhou com tanta velocidade para um progresso destruidor onde poucos perceberam e estão fazendo o caminho inverso. A internet, as redes sociais, nos deram tanto poder e liberdade, mas não estávamos preparados para administrá-los, por isso usamos mal. Estamos nos autodestruindo. As pessoas preferem passar cinco horas em um smartphone em redes sociais esperando uma curtida, um comentário em sua foto ou até mesmo uma resposta a seu comentário do que visitar um antigo amigo, um parente. Sentar no portão para observar os vizinhos, fazer contato visual, observar os detalhes. Tudo isso nos torna menos empáticos.

É preciso ter maturidade, percepção e coragem para perceber que nem tudo é normal, que as vezes precisamos de ajuda, precisamos de mudança de uma limpeza interior.


“Caro Júlio Verne, a maior loucura é viver sem um sentido existencial. Sem sentido vivemos por viver, a vida não tem brilho, o caos não nos amadurece, a cultura não nos remete à sabedoria. Sem propósito, a mesa, por mais farta que seja, nutre o corpo, mas deixa faminta a alma. Sem propósito, vivemos num campo de concentração mental, ainda que rodeado por jardins. Não tenha medo de morrer em Auschwitz tenha medo de viver uma existência sem sentido.” Assinado Viktor Frankl , do livro Em busca do sentido da vida - Augusto Cury